domingo, 23 de dezembro de 2007

Again...

Em meio a pessoas, bebidas, comidas e sons...
Perdida em pensamentos
Ouço seus sentimentos...
Durmo em frente a imagens sem nexo que vejo
Buzinas que tocam
Vozes gritando
Risadas...
Entre a fumaça respiro
Entre palavras suspiro
Acordo na neblina
De mais um dia insano
Então eu vivo em atos profanos
Mais um dia...
Eu vivo
Apenas vivo...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Já foi sei que não me esqueceu
Aquela química entre você e eu
Já não te perco nunca mais
Se não te tenho aqui, quase tudo se desfaz
Só de ver você sorrir meu mundo fica em paz.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Trem das cores...

A franja na encosta
Cor de laranja
Capim rosa chá
O mel desses olhos luz
Mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A lua e a estrela
Anel de turquesa
Os átomos todos dançam
Madruga
Reluz neblina
Crianças cor de romã
Entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo
Ficando
Pra trás da manhã
E a seda azul do papel
Que envolve a maçã
As casas tão verde e rosa
Que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul
Quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Teu cabelo preto
Explícito objeto
Castanhos lábios
Ou pra ser exato
Lábios cor de açaí
E aqui, trem das cores
Sábios projetos:
Tocar na central
E o céu de um azul
Celeste celestial

Atrás daquelas palavras..

As chaves, as respostas ou sentidos muitas vezes estão atrás das palavras que escrevemos e não relemos.
As vezes você conhece mais o escritor do que ele mesmo...
Quando ele escreve preocupa-se com o sentido, com a rima, com as cores...o leitor lê com o sentimento.
Ali certamente estão as chaves - os pedaços sentidos, extraídos do "ser" escritor.
Por isso cabe a nós leitores respeitá-los em seus tempos, seus arroubos, suas confusões...ali atrás daquelas palavras está mesmo o seu coração.
Acredite.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Olhos doidos

Silêncio forte que cala a gente...
Silêncio significando mais que palavras...
Sinto-me presa ao seu aconchego, aceito o isolamento como forma de preservação.
Estou na concha, observando o tempo passar, as cenas rodarem com seus protagonistas rotineiros...filmes de todos os gêneros.
Observo os vazios, os encantos, os descasos, as mediocridades...(eu tenho os olhos doidos).
-Tédio-
Espero uma mudança, um sinal de vida "atraente", só saio daqui se valer a pena, sem luta.
Me acomodo e durmo, esperando...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

CLICK

Li hoje um dos melhores textos da minha vida...Sem exageros.
Não estavam contidas palavras de amor, paixão, desejos impossíveis, sonhos ou coisas assim. Continham palavras verdadeiras de uma sinceridade dolorosamente profunda.
Perfeito.
Perfeito saber que podemos em poucas palavras e nem por isso menos intensas nos identificarmos com seres verdadeiramente autênticos.
Sabe quando você lê e bate aquele " é isso!!!" ? Então, não vou dizer que sou igual ao autor, longe disso e também não quero roubar suas teorias no entanto ali estavam inseridos sentimentos que até então não identificava-os em mim...mas estavam lá..estavam sim.
Vazio é uma coisa chatérrima e a gente sabe o esforço que se faz para preênche-lo e nesse caminho muitas vezes usamos e literalmente usamos o que de mais forte passa por nós, o que estiver pulsando por perto ou o que vemos nos rostos , nas ruas , na vida...mesmo que por um curto período. Não vou continuar analisar em minha simples maneira, não é minha idéia nem pretensão mas apenas registrar aqui pra mim que esse "click" me tocou muito e que esta me dando a sensação de conforto, identificação e auto-conhecimento.
Estou refletindo sobre ele e creia-me foi o melhor texto que poderia ler nos últimos tempos.
O cara é foda mesmo..

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Sinais


Tirada hoje.

Entre finais e começos..

Eu não gosto de falar de finais, gosto de falar de começos, finais são sempre iguais, términos de algo que sobreviveu a um período, que um dia teve espaço, conteúdo e sentido...
Começo é algo que se anseia, se espera, deixa uma expectativa de futuro.
Falar de começos é viver um inesperado, um cheiro novo, um gosto novo, uma vida nova.
O fim é sempre o fim, acaba..mesmo que nos deixe a verdadeira sensação do real.
Não penso nos finais..apenas os sinto muito forte mas sei que vão embora e transformam-se em pedaços de um grande contexto.
Começos são necessários, são precisos... eles mantem a roda da vida em funcionamento, afastam o tédio, afastam a idéia de que depois do fim não existe nada.
Tema banal eu sei mas escrito parece prático e resolvido.
E afinal isso aqui é uma CATARSE mesmo..

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Uma pequena teoria

As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim,
mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de
uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividades, faço questão de notá-los.

"Quando a morte conta uma história,
você deve parar para ler."

A menina que roubava livros

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Sempre ela

Lá vem ela..noite.
Me abraça com esses teus longos braços frios de solidão..mesmo que frios.
Vem com a tua a paz , através dos sussuros, dos lamentos daqueles que ficaram pra te acompanhar..hoje, sempre.
Me acompanha neste cigarro, nesta cerveja, vamos ver pela fumaça..pela embriaguez..
Vamos ver sorrisos, fotos, risadas, imagens que se formam pela fumaça do cigarro, pelo delírio da doce bebida...
É a nossa hora... noite.
Vamos matar aqueles sentimentos insistentes..sim ..o gostar por gostar, sejamos práticos ou seja, deixar só o que não doa...porque é nessa hora que eles vem e a melhor hora pra gente chorar e esquecer...
AAAhhh noite..temos tempo ainda..

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Transborda..

Tem silêncios que não se calam.
Tem silêncios que viram sons com muitos ecos..
Silêncios perturbadores, silêncios significantes, por vezes cruéis.
Hoje quero os sons..ruídos de vida...
Falar muito, hoje não quero calar.
Preciso me ouvir...
Preciso libertar minhas palavras, por hoje apenas..

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

No que pienso..

No que penso? No medo..
Que medo?
Ahhhh não ser eterna.
Tenho medo de não cumprir o desejo, a vontade de perpetuar.
De ser o todo, para mim, para alguém...
Isso? não sei...porque entra a vaidade..
Tenho medo de não viver o melhor, de deixar de viver o sentimento da liberdade do tempo, do não limite de nada.
Medo de não passar as barreiras do óbvio, do provável, do normal....por que quero sempre mais, não quero o pouco, nem o provável...eu quero o tudo...
O tudo que não se basta também..
Esse é meu maior medo.
De não chegar ao tudo...entenda..

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Shhhhhhhh..

Hoje ansiei pela noite, pelo silêncio, a quietude da alma...
Hoje precisei do calar, limite do som...
Hoje meu silêncio tem mais sentido do que minhas palavras ao vento.
Tentei falar mas não consegui achar uma frase pelo menos cordial, nada áspera ou irônica...em vão..
São os dias do silêncio, são os dias dos gestos.
Dias das mãos, dos olhares, dos abraços aconchegantes.
Nada de palavras, nada de perguntas ou interpretações errôneas, nada de cobranças..
Dias de descanço, dias de paz.
Que silêncio gostoso...

domingo, 25 de novembro de 2007

sábado, 24 de novembro de 2007

De leve..

E eu que não sei quase nada sobre você...
Sobre o que quer.
Sobre o que gosta de fazer quando está só.
Penso, no que faz quando fica triste?
Penso, no que faz quando está alegre?
Não conheço seus sons..sua risada ou seu choro...
O que faz nas manhãs de domingo?
Nas noites de segunda.
Curiosidades?
Talvez...agora na sua falta ..
E é mais provável que são coisas que nunca irei saber.
O que sei sobre você é só o que sinto...
Uma luz brilhando longe.
Uma vida pulsante
Um enigma estigante
Uma compania estimulante e outros "antes".
Sim..filosofando no sábado à noite..de leve..
Mas...o que você faz sábado à noite?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Insana insônia

Insônia - ato profano...Quero a quietude do sono nos braços ternos.Quero a pele quente acariciada com toques sutis...Quero a paz no silêncio tranquilo, sussuros de bem-estar, gemidos de prazer saciados no ninho, no conforto, no perfume do leito.A alma descançada, a alma pura, a leveza do ser..Quero tudo isso em poucos minutos, em lapsos de tempo que durem horas.Olhos cerrados, imagem além da visão que agora descansa. Olhos cansados que se fecham...Quero sentir o vento leve e morno do início da estação no corpo frágil que se faz.Quero o presente apenas, doce e acalentador me preparando para um encontro, como um elixir revigorante dando forças pra seguir em tua direção.Quero sinônimos felizes para palavras amargas, melodias singelas para sons mortais.Quero uma passagem com destino certo para uma luz crescente.E se for possível...apenas se for possível..ser eu em plenitude.Não, não é uma carta de despedida.
Dia:21/11/2007

Fragmentos de uma catarse

Nesse contexto ainda sobram motivos para me deixarem a sensação da culpa... Ahhhh culpa...culpa de não ser a filha perfeita, a beleza não apropriada, a inteligência em desperdício..não importa o meu sentir e sim o que a minha imagem deva transmitir...A perfeição física(???) em atitudes politicamente corretas..A suposta normalidade para uns, atos corretos e perfeitos , determinados por uma sociedade decadente..Decadência que colore olhos subjugados..E por amar os seus você opta pela castração dilacerante (palavra que fica martelando na minha mente)...Como magoar quem te desejou desde sua vida nascente?Na culpa por não deixar de ser entendido você se fecha na sua luz interior, apaga aquela força nascente de ser seu ato puro, de ser a sua libertação e viagem na sua elevação...Porque? Porque precisamos notas? Porque precisam a apreciação para vivermos juntos? Não basta aceitarmos nossas escolhas?Somo diferentes, pensamos diferente, nossas necessidades são diferentes, nosso gostar, nosso criar, nosso amar...o que é tão difícil entender nisso?Hoje matei uma parte , cada dia estou matando um pedaço..me tranformando em fragmentos de sentimentos. Hoje fui a má, fui a injusta, fiz sofrer, fiz nasceram lágrimas, e tudo sem emitir uma palavra...apenas estando viva...Minha suposta imagem perfeita(???) não foi o suficiente para falar por mim...Hoje minhas palavras morreram sem sair, nem ao menos em sussurro consegui libertá-las...Triste? sim muito...mas acima de tudo cansada...Repito..eu não queria ter escrito isso..Pura catarse.
dia : 21/11/2007

Resignação dilacerante

Queria poder dar um tempo nesses sentimentos inquietantes. Desligar, ficar off, stop ou sei lá o que mais. Um tempo pra sentir só o que é bom, filtrar o ruim, o pesado, os passos errados, os pré-conceitos.Dilacerante é a palavra mais correta.Não queria fazer escolhas com medo de errar e sim fazer coisas que me trouxessem o alívio de viver.Fuja disso! Diz um amigo. Mas como fugir do que esta dentro de você. Está preso em você em um crescer quase que celular (estranho isso...)Resolva isso! Ele insiste. Mas como resolver o que não tem solução mais e muito menos tempo.Tudo tem solução! Ele reclama. Não, nem tudo tem solução, nem tudo está nos livros, nas experiências do saber, no ar...Resigne-se então! Ele fala por fim, e é a primeira vez que concordo com suas palavras “resignação” – parece-me definitivo.Mas penso então que agora morrem os meus sonhos, meus prazeres, minha tão curta vivência de descobrir um sentido de estar aqui.Não pense que gosto desse pensamento de dor, que gosto que me olhem por sofrer..o fato é que parece que não consigo evitar a desintegração, a fuga, a valorização da existência.O que é viver senão posso expressar minha alma inquieta, minha voz sussurrante, minha vida carente.Gostaria de não ter escrito essas palavras por fim... Sinceramente.
Dia 20/11/2007


...e fiquei por um tempo admirando essa flor..

A mesma força que atrai me afasta..

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Tão longe e tão perto

Escuto teu sentimento, escuto teu destino, escuto teu prazer na solidão, escuto essa tua confusão de quereres...E vou colocando na gaveta, as tuas mágoas, teus dissabores, tuas inquietações...E vou juntando os pedaços de vida, de alegria, de vontades escondidas, riscos de luz...
Um dia você vai querer saber sobre tudo isso...
Eu vou só te mostrar a gaveta por que a chave vou guardar pra mim...

sábado, 17 de novembro de 2007

Da Menina que roubava livros...

Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento.

...o único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade. Ajuda-me a aguentar, considerando-se há quanto tempo venho executando este trabalho. O problema é: quem poderia me substituir? Quem tomaria meu lugar, enquanto eu tiro uma folga em seus destinos-padrão de férias, no estilo resort, seja ele tropical, seja da variedade estação do inverno? a resposta, é claro, é ninguém, o que me instigou a tomar uma decisão consciente e deliberada - fazer da distração minhas férias. Nem preciso dizer que tiro férias a prestação. Em cores.
Mesmo assim, é possível que vc pergunte: por que é mesmo que ela precisa de férias? De que precisa se distrair?
O que me traz à colocação seguinte.
São os humanos que sobram.
Os sobreviventes.
É para eles que não suporto olhar, embora ainda falhe em muitas ocasiões. Procuro deliberadamente as cores para tirá-los da cabeça, mas, vez por outra, sou testemunha dos que ficam para trás, desintegrando-se no quebra-cabeça do reconhecimento, do desespero e da surpresa. Eles têm corações vazados. Têm pulmões esgotados.
O que , por sua vez, me traz ao assunto de que lhe estou falando esta noite, ou esta manhã, ou seja lá quais forem a hora e a cor. É a história de um desses sobreviventes perpétuos - uma especialista em ser deixada pra trás...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O vento é como as palavras

Palavras..tipo existencialismo, reflexão, vivência, auto análise..
Palavras fortes que as vezes não cabem dentro da gente mas que passam a rodar a nossa volta num constante e insistente eco.
Como o vento da noite, voce sente o som e se arrepia...ele está ali com a força incontrolável da sua natureza.
Não se pode evitar e nem deixar de escutar, nem ao menos deixar de sentir... e tudo começa a tomar forma, idéias, destinos....deixar acontecer...
Quem pode lutar contra isso?
O vento que limpa as nuvens, que espalha as folhas, que machuca as flores, esse vento que se faz presente.
Quem pode evitar que ele cumpra a sua função...
Mesmo que ele traga um lindo dia de sol..é o mesmo que transformou tudo....
Palavras...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

..."Permita que sua solidão seja bem aproveitada, que ela não seja inútil. Não a cultive como uma doença, e sim como uma circunstância. Em vez de tentar expulsá-la, habite-a com espiritualidade, estética, memória, inspiração, percepções.
Não será menos solidão, apenas uma solidão povoada. Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão, escreveu Baudelaine..."

Razão e Emoção

Apago o que escrevi em relação a emoção e razão...por hora..
O que importa????
A razão me leva..onde mesmo??? ( quiçá..a sala, a TV , a bebida , o cigarro...)
A emoção me leva a momentos instantâneos(ou infinitos) de prazer...
Nos versos do poeta, a dor se perpetua porque há a emoção, a verdade crua e quase fatal da sua sobrevivência.
E choram os poetas também seus amores interrompidos, mal compreendidos, mal amados...
Choram a emoção que no amanhã será então a razão...
Poetas da noite, sobreviventes do dia.
Uma vida, um ciclo.
Poetas..thank god!!!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Love, love, love...

Ich liebe dich...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Ahhh Caio..

“Resta esta história que conto, você ainda está me ouvindo? Anotações soltas sobre a mesa, cinzeiros cheios, copos vazios e este guardanapo de papel onde anotei frases aparentemente sábias sobre o amor e Deus, com uma frase que tenho medo de decifrar e talvez, afinal, diga apenas qualquer coisa simples feito: nada disso existe.
Nada, nada disso existe.
Então quase vomito e choro e sangro quando penso assim. Mas respiro fundo esfrego as palmas das mãos, gero energia em mim. Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões como o cheiro das ervas ou reflexos esverdeados de escamas pelo apartamento e, ao encontrá-los, mesmo apenas na mente, tornar-me então outra vez capaz de afirmar, como num vício inofensivo: tenho um dragão que mora comigo. E, desse jeito, começar uma nova história que, desta vez sim, seria totalmente verdadeira, mesmo sendo completamente mentira. Fico cansado do amor que sinto, e num enorme esforço que aos poucos se transforma numa espécie de modesta alegria, tarde da noite, sozinho neste apartamento no meio de uma cidade escassa de dragões, repito e repito este meu confuso aprendizado para a criança-eu-mesmo sentada aflita e com frio nos joelhos do sereno velho-eu-mesmo:
- Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce.
Não, isso também não é verdade.”
Caio F.
" Há quanto tempo me fecho a chave dentro de mim"

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Enquanto dormia...

Muitas histórias estavam sendo criadas..pensamentos dispersos em fumaças, olhares perdidos...
Imagens gravadas em um espaço restrito.
Desabafos sobre tempos não muito distantes, do dia, da noite, do abraço que não teve , da palavra não dada, do livro que li, da comida que saboreei, das conversas casuais, dos estudos, das promessas, dos mistérios, das raivas, das frustrações, dos planos perfeito e imperfeitos...
Enquanto dormia o tempo passava, a fome, a dor , a solidão do momento, uma voz sussurava...
O tempo passava em fragmentos pequenos..instantes infinitos sem retorno..
Enquanto voce dormia...a vida passava...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Babalon

Estudos apenas...

A absolvição do Diabo

"Lúcifer saiu do céu.
Foi expulso por Deus e foi o próprio quem espalhou a notícia. Ele foi obrigado a criar um mundo para poder viver. E pôs mais calor para espantar o frio que a solidão lhe causava.
Por culpa da solidão, conheceu a música e o trago. Por não suportar ficar sozinho, se fantasiou de humano e amou as mulheres da taberna com tanto amor que elas gritavam de paixão. Se apaixonou e escreveu poesias. Leu seus versos em rodas dos bêbados e aprendeu a jogar e a se vestir. Depois falou sobre um mundo diferente e ganhou adeptos.
Mas a superfície do planeta e os céus pertenciam a Deus, o dono do universo, e Lúcifer teve que cavar seu reino nas profundezas da terra. Feito tudo isso, dormiu. Deus soube do fato e decretou que o trago, a música , a dança, o calor que faz tirar a roupa são frutos do pecado. E ralhou com o mundo através da peste, da guerra, do frio e do esquecimento. Quando Lúcifer abriu os olhos, a notícia que ele era o Diabo havia corrido e teve que beber mais, amar mais, se divertir mais, dançar e cantar mais para poder suportar a própria solidão."

Gabriel Moojen. "Histórias Tatuadas"

sábado, 3 de novembro de 2007

Apelidos

Hoje me dei conta de como chamamos as pessoas com apelidos, as que gostamos ou amamos: de amor, amore..enfim..
Todos ganhamos apelidos em uma etapa das nossas vidas, porque sempre tem alguém pra isso..
Mesmo as chatas, os diferentes, os tímidos, os especiais, vai dizer???
Os conhecidos e caricaturados do tipo: gordo, negão, alemão, etc..
Mas tem aqueles especiais, dados em horas raras ou sentimentais, esses ficam mesmo que se percam nos anos, mas acabam sendo lembrados, há os que se perpetuem (casos raros).
E hoje lembrei de um que tive e ficou por muito tempo..até por que por situações adversas teve que ser esquecido, porém eu lembrei hoje o dia todo...
Lembrei com carinho ... por muito tempo me chamaram de "nani", senti saudades dele, foi com carinho e hoje ainda sinto a ternura que ele me transmite...Nani.
Coisas pra não esquecer...apelido

Nani


quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Devaneios matutinos...

(pra mim mesma)
7:30
Chove, pego o jornal pra ler e a caneca de café junto (básica). A Tv tá ligada , não vai chover todo tempo, etc etc...
Bom caminhar descalça..
Dou uma olhada nas notícias: São Paulo cinco vezes campeão, o grêmio na delegacia!?! kkkkkkk
Prorrogação da CPMF (empurra-empurra), lição de solidariedade na natureza..sim até o homem colocar a mão e o bicho morrer!?!
Olho pra caneca do café e penso: será q este leite está contaminado? Azar , agora foi...
Já contaminei minha mente mesmo com as notícias...mais uma dessas nem faz mal...
Aí penso no feriado, bom pra não fazer nada...isshhh me sinto culpada...tanta coisa acontecendo, problemas...sociais, economicos, crises ambientais...( e eu to no meio tb)...ai esse leite...já tá me contaminando..ok ok tem a feira do livro!!!! Claro que tem, tá chovendo..hsuahsuahuhsh...
Acho q vou tomar mais café..nhammm...livros, internet, preguiça, conversas filosóficas, feriado...
ahhh e muito leite contaminado...( até rimou).
(q só eu leia..)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Parada estratégica..uhsuhahsuhauhas


Entre miragens e constelações

Tentei te encontrar
Foi uma dessas noites
Quando parece que as estrelas habitam outras constelações
A lua não veio
Tentei achar
Fechei todas as portas
Abri todas as janelas
Em vão corri por desertos
Atravessei oceanos
Só por um desejo
O de te ver mais uma vez
Só por um instante eu poder contemplar o brilho do teu sorriso
O calor da tua face
Teus beijos cálidos como manhãs de domingo
Ensolarados
Quando o sol veio ao nosso encontro
Nos dar bom dia
A mais um novo dia
Quando acordamos juntos
Por um instante pensei
Que te vi
Mas era apenas
Só mais uma vez
Só mais um minuto
Uma miragem
A assombrar os cantos da minha alma
Na esperança de te ver passar
De ouvir a tua voz
Só por mais um momento
Dizer
Preciso de ti.


Bruna Dalmas

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

domingo, 28 de outubro de 2007

De repente

E de repente , nos deparamos com a possibilidade do esquecimento. Percebemos como
tudo na nossa vida é frágil e fugaz. E sofremos, então, ante a certeza das perdas prováveis. Perda das palavras. Perda dos sorrisos. Perda da cumplicidade implicitamente consentida. Perda da emoção. Um pedaço de nós se vai na traição de uma memória que nem sempre sabe sentir.
E de repente nos deparamos com a necessidade urgente de criar meios de não esquecer. E guardamos fotos. E gravamos imagens e falas. E escrevemos. E nos dizemos que vamos guardar as lembranças em lugares especiais da memória, fáceis de acessar a qualquer momento.
E sabemos que tudo isso não passa de formas de enganar a verdade terrível de que tudo esta fadado ao esquecimento, porque, por mais que tenhamos as fotos, as imagens, as falas, os textos, não temos mais o sentimento, a emoção, o calor. Perdemos o que foi e nos perdemos nessa perda.
E de repente nos deparamos com a velha verdade de que é preciso emocionar e se deixar emocionar enquanto podemos sentir as emoções e dar a elas o significado que têm. É preciso se permitir sentir, mesmo que, nem sempre, entendamos exatamente a dimensão daquilo que estamos sentindo. Mesmo que nunca venhamos a entender. Mesmo que entendendo, venhamos a ter que nos perdoar.
Compreendemos, então, que o presente é preciso. De repente.

Suzana Borges da Fonseca Bins em Reflexões



Então...

Rostos novos, rostos antigos, memórias, risadas, lembranças, palavras de carinho.
O que vale pensar é que de tudo fica o que realmente foi bom.
Somar hoje é o que importa...
E a vida? a vida continua...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

"Para onde quer que fores, vai todo, leva junto teu coração"

Confúcio

Dando um tempo..

Aew..um tempo pra interiorização e salvando o sangue bom..
Bjo Alex..

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Exílio premeditado, parece tanto tempo...imersa em pensamentos, leituras, sínteses, escolhas.
Observar sem ter a pretensão de julgar.
Acrescentar aos dias sentimentos novos, edificantes..
Não há a sensação mais de solidão, percebo que não sou a única na ânsia do saber, isso me faz bem, ser "normal".
Somos muitos e estamos aprendendo a conviver...
E principalmente: "Entender e respeitar o tempo de cada um".

quarta-feira, 24 de outubro de 2007


^^ au au au... ¬¬

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Distâncias

Esse lance de espaço físico é interessante.Tipo assim (tem um amigo que odeia quando falo isso):
-Queria tanto ver vc mas é tão longe...
-Estou com saudades, pena que não tenho carro...
-Se vc morasse perto...
Entendo, até pq muitas vezes penso assim.
No entanto, qd lemos estamos perto dos autores, dos lugares, das cenas, muitas vezes vivemos sem a mínima fronteira...aí não tem perto e muito menos longe.
Pq a mente vai..sem limites e o corpo, fica?
Fica mesmo, sentado ou deitado, inerte esperando uma ordem que diga: mexa-se, sinta, viva!!!
Hj minha mente vai sair...visitar , abraçar, beijar , quem sabe amar alguém...
Engraçado isso...
(Acho q estou filosofando demais..)

domingo, 21 de outubro de 2007

Domingo

Sinaleira fechada..manhã de Domingo...aproxima-se do carro um cara q diz pra motorista:
- moça tem uma moeda , uma bala , algo pra dar? serve um sorriso...
A motorista olha pro cara e não pode deixar de sorrir pra aquele pedido tão natural..
-obrigado por não fechar a janela do seu carro , diz ele..obrigado por me ouvir, me dar atenção e seu sorriso...ahh me desculpa por falar ..mas vc é linda...
Abre a sinaleira e cada um segue seu destino..ele ganhou uma atenção especial e ela..bem ela tá sorrindo até agora...

sábado, 20 de outubro de 2007

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço
---Meu tempo é quando.
Que grande é este amor meu de criatura


Que vê envelhecer e não envelhece.

Passam-se dias, horas, meses, anos


Amadureçam as ilusões da vida


Prossiga ela sempre dividida


Entre compensações e desenganos.




Faça-se a carne mais envilecida


Diminuam os bens, cresçam os danos


Vença o ideal de andar caminhos planos


Melhor que levar tudo de vencida.




Queira-se antes ventura que aventura


À medida que a têmpera embranquece


E fica tenra a fibra que era dura.




E eu te direi: amiga minha, esquece...


Vinicius de Moraes

terça-feira, 16 de outubro de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

sábado, 13 de outubro de 2007

Traços Fortes

Vida de suspiros
Cheia de arrepios
Da tua boca quente
Brotam as palavras
Que invadem minha mente
Vaidade cintilante
Sorriso valioso
Dentes de diamante
E o beijo meloso
Que me ardem
E me transformam
Na cama só
Ou acompanhado
Lembro do dia
em que me senti
Molhado
Beijos babados
E intensos
Olhares excitantes
Toques suaves
Será que vais
Vir me visitar
Esta noite?


T.F. 22/09/04 01:43 am

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Atos insanos nos levam a descobertas de limites ou não..Limites de nós mesmos, de conceitos pré-estabelecidos. Num constante testar nossa capacidade de absorver experiências inéditas. Modificá-las, adaptá-las ao cotidiano, na ânsia de satisfação do que nem mesmo sabemos o que...Atos profanos, atos ilícitos, atos de rebeldia. Prova de que não encontramos então limites para satisfazer o consciente inconsciente..doido..totalmente doido...Não há lugar para o coletivo, o compartilhar, pois cada um busca suas descobertas, o que afasta do pensar único, de ser um ser só, do sentimento sem razão que é o amor..

Palavras ao vento...crazy people

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Druidismo Celta

Durante as nove noites de tempestade,
Abriguei-me em uma árvore,
Ferido por minha própria lâmina.
Odin consagrava Odin
Uma oferenda de mim mesmo para mim mesmo;
Preso aquela árvore poderosa
Cujas raízes os homens desconheciam!
Ninguém me deu o que comer
Ninguém me deu o que beber,
Pelas profundidades do abismo eu vagava
E procura pelas runas!
Então, com um grito caí na escuridão!
Alcancei o renascimento
E também a sabedoria.
Porque fiquei mais forte e exaltado no meu crescimento;
E então, a partir de uma runa, fui conduzido a uma segunda
E de uma ato a outro.

"Odin's Magical Songs"

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Mais um dia que se vai...lararirará...
Sorrir é fácil..difícil é dar brilho aos olhos..
Inquietude navega por aí..horizontes muito extensos e intensos
Coquetel de palavras, gostos e cheiros
Não é vazio é um grande cheio, transborda por todos os pontos, alma , corpo e espírito
Luz que brilha demais, cegando até o que é preciso ver
Close my eyes
A noite é todo dia e é maior e mais silenciosa, aquieta mas não acalma, eterna
Fragmentos de sentimentos
Imagens sem sentido, mentes vazias, solitárias e frias
Paro pra descansar(espero)
Afinal é só mais um domingo...
Amanhã eu renasço.

domingo, 7 de outubro de 2007

Ok ok, hoje é domingo..segura essa..



... tenho que para de falar em nome do amor...hhashuhuhsuhahsuhu

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade de cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


Vinícius de Moraes

sábado, 6 de outubro de 2007

Queria fazer parte desse poema seu..
Queria ser a estrela que brilha na sua volta...
Queria ser a luz do seu sorriso...
Queria ser o doce que esta na sua boca, ser a dor pulsante no seu coração, ser o líquido que te embriaga..
Queria fazer parte do seu ser..
Queria tanto e no entanto parece tão pouco diante do seu brilho..

sexta-feira, 5 de outubro de 2007


Sobreviventes

Somos náufragos, navegamos no limite do espaço,
vivemos no limite do som,
ouvindo os ritos do amor suado, chorado
ouvindo o sussuro do grito que fala baixinho,
do amor que pede, que grita, que sofre,
sucumbe, naufraga, nada, mergulha
mergulha e chora, lado ao lado teu...

Somos sobreviventes, navegamos no limite da vida,
vivemos no limite do corpo,
jogados prá lá pra cá, pra dentro pra fora, por cima por baixo,
engolindo o gosto do cheiro do sangue, da pele, do esperma, da baba, do cuspe...

o cheiro do gosto do amor...
o gosto do amor que lambe, sente, dorme, sonha, naufraga,
nada, mergulha e goza, lado ao lado teu...

Vera Potthoff
Noites interrompidas entre sonhos e pesadelos.
Eu me perco então nas palavras que me fazem compania por breves momentos.. horas de poesia..horas de pensamentos..


Soneto de Amor Maior

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

Vinicius de Moraes

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

É meio inspirada pela vida eu sei...só isso..

" o q não é meu não me pertence.."

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor(que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Soneto de fidelidade - eterno Vinícius de Moraes...

To meio Garfield...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Sobre o Dragão Branco..


Mesmo que não possamos ter um Dragão Branco com aliado, devemos saber o seguinte: somente o fato de pensar nele e em sua imensa magia já nos encherá de energia, lealdade e proteção.

Por isso se diz que ao ver uma estrela fugaz, vemos também, por trás dela, uma grande esperança.

É muito raro que um Dragão Branco nos apareça, seja em visões, em sonhos ou de qualquer outra forma.

Se o fizer, estará indicando que a nossa missão será grande.

Será como um chamado ao despertar de nossa consciência, pois algum dia nos caberá também a responsabilidade de ensinar pessoas a modificarem suas vidas. Sejamos capaz, portanto, de nos transformar a nós mesmos e de potencializar todo o positivo que haja em nós. Ele nos dará o poder de entregar o que já não sirva, e de começar vida nova;

nos dará o poder de sermos novas pessoas e de chegar mais alto em cada uma de nossas vidas.


"Os aliados do poder" Suryavan Solar

Xamanismo Ancestral

domingo, 30 de setembro de 2007

Estrelas

Vivemos como se dançássemos... o bom e velho rock’n’roll. Comemoramos nossa própria indignação, avivamos a chama de qualquer sentimento, elogiamos o inimigo, pois, assim, maior é a nossa vitória.Saímos sob as estrelas, bebemos em nome da própria vida, comemoramos a nós mesmo, e tudo o mais que estivermos com vontade. Nascemos pra fazer filosofia, de bar, de vida, pobre, fingida, ébria e esquecida...esquecida.Fumamos, a fumaça nos faz recordar a etérea esperança de retornar ao etéreo. Voamos em pensamento, nos comprazemos diante de qualquer brilho de beleza, de força, seja sob a forma que quiser se manifestar.Dançamos parados, nossos pensamentos são tão rápidos e altivos quanto uma águia... são águias. Mas eles que são, nós mesmo ainda não, por isso eles podem ter um horizonte muito mais amplo pra vislumbrar, mas nós teremos um dia, todos eles, toda singular vastidão de cada um, são profundos e leves.Somos de nós, somos para nós, só depois nos damos, nos engrandecemos. Somos viajantes, renovadores, novos, mutáveis e voláteis; somos a águia e a serpente, o fogo e a água, de tudo que há, escolhemos o nosso, e aquele é o nosso pão, nada mais... nada mais.E já é muito.

Titião..3X4 ..Poeta lindo
Então.. domngo..me deixe só por hj em paz , ok?
Vamos fingir que é sexta?
Só por hj..vai..
O devorador devora dor. Amor, amor-te. O universo une verso. As palavras separadas formam fonemas de diferentes significados. Nem tudo que se diz é o que se quer dizer. Exitem muitas palavras dentro de um suspiro.

Gabriel moojen - Histórias Tatuadas

A noite

A noite para mim é uma prisão enfeitada de estrelas. Do escuro nascem seus fantasmas. Descem sempre que o sol se põe. Aí então me condenam a vagar pela madrugada preso sempre à parede das sombras.

sábado, 29 de setembro de 2007

Me fale o que ainda não sei..

Não das fraquezas nossas..
Não que somos descartáveis
Não que o papai noel não existe
Não que coca-cola é insubstituível
Não que amor tem prazo de validade
Não que trair é humano..
Não que é sempre a primeira vez..
Não que é sempre a última vez..

Me fale coisas que eu ainda não sei...

Tatuagem

"A verdade às vezes dói. Às vezes mata, mas é sempre a verdade. As Marcas deixadas, sejam por amor, corte ou tatuagem, ficam sempre. São bem mais verdades. Fazem parte da alma da gente assim como os olhos enfeitam o rosto. Assim como a história ou como a chuva. As marcas que ficam na gente são aquilo que esquecemos e aquilo que somos pra sempre."

Gabriel Moojen

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Sobre Pérsefone..


Em algum lugar onde nunca estive, de bom grado além

de toda experiência, seus olhos tem o seu próprio silêncio:

em seu mais frágil gesto há coisas que me envolvem,

ou que não posso tocar por estarem próximas demais

seu mais singelo olhar facilmente me desvela

embora eu tenha me fechado como dedos,

voce abre pétala por pétala a mim como abre a Primavera

(tocando habilmente, misteriosamente) a sua primavera rosa..

nada o que haveremos de perceber neste mundo iguala

o poder da sua intensa fragilidade...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Eu e os outros


Meu olhar vazio

O tempo que passa

A vida que abraça

As minhas rugas recentes

Meu silencio

Contido

Apavora

Minha alma

Que cala.

Meu corpo que não responde

Não corresponde

Ao sinais de comando

Da minha vontade Do meu pensamento

Da mente consciente.

O que se vai da vida que faço

Que levo

É o que fica...

Nas memórias alheias De mulheres

Homens

Crianças

Parentes

Mãe

Pai e filhos

Descendentes

Que como eu

Passarão.

Uma sudade

Uma lágrima

Lembranças

tudo é deixado

Fica o pranto

Ao encargo do tempo

Da razão.

Ah! Vida!

Há vida

A vida continua...



Manfredi Giudice

Ahhh..mas eu to bem sim..


quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Palavras ao Vento

O Vento traz sensações..momentos vividos..

A espera da emoção mais forte..
Sentir o cheiro de um encontro..
Sentir os olhares q se cruzam..
As brincadeiras lúdicas..

O vento..
Traz o q foi e leva o que poderia ter sido..

Então..Vento, me diga:
Onde foi parar o riso sem culpa?
O passeio sem direção?
A vida sem compromisso?
O amor sincero?
O beijo doce?
As tardes de música?

Ahh..Vento..só por alguns momentos..mude sua direção..


"E chegou o dia em que permanecer encerrada no casulo era mais doloroso que o risco de florescer".