sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Sempre ela

Lá vem ela..noite.
Me abraça com esses teus longos braços frios de solidão..mesmo que frios.
Vem com a tua a paz , através dos sussuros, dos lamentos daqueles que ficaram pra te acompanhar..hoje, sempre.
Me acompanha neste cigarro, nesta cerveja, vamos ver pela fumaça..pela embriaguez..
Vamos ver sorrisos, fotos, risadas, imagens que se formam pela fumaça do cigarro, pelo delírio da doce bebida...
É a nossa hora... noite.
Vamos matar aqueles sentimentos insistentes..sim ..o gostar por gostar, sejamos práticos ou seja, deixar só o que não doa...porque é nessa hora que eles vem e a melhor hora pra gente chorar e esquecer...
AAAhhh noite..temos tempo ainda..

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Transborda..

Tem silêncios que não se calam.
Tem silêncios que viram sons com muitos ecos..
Silêncios perturbadores, silêncios significantes, por vezes cruéis.
Hoje quero os sons..ruídos de vida...
Falar muito, hoje não quero calar.
Preciso me ouvir...
Preciso libertar minhas palavras, por hoje apenas..

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

No que pienso..

No que penso? No medo..
Que medo?
Ahhhh não ser eterna.
Tenho medo de não cumprir o desejo, a vontade de perpetuar.
De ser o todo, para mim, para alguém...
Isso? não sei...porque entra a vaidade..
Tenho medo de não viver o melhor, de deixar de viver o sentimento da liberdade do tempo, do não limite de nada.
Medo de não passar as barreiras do óbvio, do provável, do normal....por que quero sempre mais, não quero o pouco, nem o provável...eu quero o tudo...
O tudo que não se basta também..
Esse é meu maior medo.
De não chegar ao tudo...entenda..

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Shhhhhhhh..

Hoje ansiei pela noite, pelo silêncio, a quietude da alma...
Hoje precisei do calar, limite do som...
Hoje meu silêncio tem mais sentido do que minhas palavras ao vento.
Tentei falar mas não consegui achar uma frase pelo menos cordial, nada áspera ou irônica...em vão..
São os dias do silêncio, são os dias dos gestos.
Dias das mãos, dos olhares, dos abraços aconchegantes.
Nada de palavras, nada de perguntas ou interpretações errôneas, nada de cobranças..
Dias de descanço, dias de paz.
Que silêncio gostoso...

domingo, 25 de novembro de 2007

sábado, 24 de novembro de 2007

De leve..

E eu que não sei quase nada sobre você...
Sobre o que quer.
Sobre o que gosta de fazer quando está só.
Penso, no que faz quando fica triste?
Penso, no que faz quando está alegre?
Não conheço seus sons..sua risada ou seu choro...
O que faz nas manhãs de domingo?
Nas noites de segunda.
Curiosidades?
Talvez...agora na sua falta ..
E é mais provável que são coisas que nunca irei saber.
O que sei sobre você é só o que sinto...
Uma luz brilhando longe.
Uma vida pulsante
Um enigma estigante
Uma compania estimulante e outros "antes".
Sim..filosofando no sábado à noite..de leve..
Mas...o que você faz sábado à noite?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Insana insônia

Insônia - ato profano...Quero a quietude do sono nos braços ternos.Quero a pele quente acariciada com toques sutis...Quero a paz no silêncio tranquilo, sussuros de bem-estar, gemidos de prazer saciados no ninho, no conforto, no perfume do leito.A alma descançada, a alma pura, a leveza do ser..Quero tudo isso em poucos minutos, em lapsos de tempo que durem horas.Olhos cerrados, imagem além da visão que agora descansa. Olhos cansados que se fecham...Quero sentir o vento leve e morno do início da estação no corpo frágil que se faz.Quero o presente apenas, doce e acalentador me preparando para um encontro, como um elixir revigorante dando forças pra seguir em tua direção.Quero sinônimos felizes para palavras amargas, melodias singelas para sons mortais.Quero uma passagem com destino certo para uma luz crescente.E se for possível...apenas se for possível..ser eu em plenitude.Não, não é uma carta de despedida.
Dia:21/11/2007

Fragmentos de uma catarse

Nesse contexto ainda sobram motivos para me deixarem a sensação da culpa... Ahhhh culpa...culpa de não ser a filha perfeita, a beleza não apropriada, a inteligência em desperdício..não importa o meu sentir e sim o que a minha imagem deva transmitir...A perfeição física(???) em atitudes politicamente corretas..A suposta normalidade para uns, atos corretos e perfeitos , determinados por uma sociedade decadente..Decadência que colore olhos subjugados..E por amar os seus você opta pela castração dilacerante (palavra que fica martelando na minha mente)...Como magoar quem te desejou desde sua vida nascente?Na culpa por não deixar de ser entendido você se fecha na sua luz interior, apaga aquela força nascente de ser seu ato puro, de ser a sua libertação e viagem na sua elevação...Porque? Porque precisamos notas? Porque precisam a apreciação para vivermos juntos? Não basta aceitarmos nossas escolhas?Somo diferentes, pensamos diferente, nossas necessidades são diferentes, nosso gostar, nosso criar, nosso amar...o que é tão difícil entender nisso?Hoje matei uma parte , cada dia estou matando um pedaço..me tranformando em fragmentos de sentimentos. Hoje fui a má, fui a injusta, fiz sofrer, fiz nasceram lágrimas, e tudo sem emitir uma palavra...apenas estando viva...Minha suposta imagem perfeita(???) não foi o suficiente para falar por mim...Hoje minhas palavras morreram sem sair, nem ao menos em sussurro consegui libertá-las...Triste? sim muito...mas acima de tudo cansada...Repito..eu não queria ter escrito isso..Pura catarse.
dia : 21/11/2007

Resignação dilacerante

Queria poder dar um tempo nesses sentimentos inquietantes. Desligar, ficar off, stop ou sei lá o que mais. Um tempo pra sentir só o que é bom, filtrar o ruim, o pesado, os passos errados, os pré-conceitos.Dilacerante é a palavra mais correta.Não queria fazer escolhas com medo de errar e sim fazer coisas que me trouxessem o alívio de viver.Fuja disso! Diz um amigo. Mas como fugir do que esta dentro de você. Está preso em você em um crescer quase que celular (estranho isso...)Resolva isso! Ele insiste. Mas como resolver o que não tem solução mais e muito menos tempo.Tudo tem solução! Ele reclama. Não, nem tudo tem solução, nem tudo está nos livros, nas experiências do saber, no ar...Resigne-se então! Ele fala por fim, e é a primeira vez que concordo com suas palavras “resignação” – parece-me definitivo.Mas penso então que agora morrem os meus sonhos, meus prazeres, minha tão curta vivência de descobrir um sentido de estar aqui.Não pense que gosto desse pensamento de dor, que gosto que me olhem por sofrer..o fato é que parece que não consigo evitar a desintegração, a fuga, a valorização da existência.O que é viver senão posso expressar minha alma inquieta, minha voz sussurrante, minha vida carente.Gostaria de não ter escrito essas palavras por fim... Sinceramente.
Dia 20/11/2007


...e fiquei por um tempo admirando essa flor..

A mesma força que atrai me afasta..

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Tão longe e tão perto

Escuto teu sentimento, escuto teu destino, escuto teu prazer na solidão, escuto essa tua confusão de quereres...E vou colocando na gaveta, as tuas mágoas, teus dissabores, tuas inquietações...E vou juntando os pedaços de vida, de alegria, de vontades escondidas, riscos de luz...
Um dia você vai querer saber sobre tudo isso...
Eu vou só te mostrar a gaveta por que a chave vou guardar pra mim...

sábado, 17 de novembro de 2007

Da Menina que roubava livros...

Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento.

...o único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade. Ajuda-me a aguentar, considerando-se há quanto tempo venho executando este trabalho. O problema é: quem poderia me substituir? Quem tomaria meu lugar, enquanto eu tiro uma folga em seus destinos-padrão de férias, no estilo resort, seja ele tropical, seja da variedade estação do inverno? a resposta, é claro, é ninguém, o que me instigou a tomar uma decisão consciente e deliberada - fazer da distração minhas férias. Nem preciso dizer que tiro férias a prestação. Em cores.
Mesmo assim, é possível que vc pergunte: por que é mesmo que ela precisa de férias? De que precisa se distrair?
O que me traz à colocação seguinte.
São os humanos que sobram.
Os sobreviventes.
É para eles que não suporto olhar, embora ainda falhe em muitas ocasiões. Procuro deliberadamente as cores para tirá-los da cabeça, mas, vez por outra, sou testemunha dos que ficam para trás, desintegrando-se no quebra-cabeça do reconhecimento, do desespero e da surpresa. Eles têm corações vazados. Têm pulmões esgotados.
O que , por sua vez, me traz ao assunto de que lhe estou falando esta noite, ou esta manhã, ou seja lá quais forem a hora e a cor. É a história de um desses sobreviventes perpétuos - uma especialista em ser deixada pra trás...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O vento é como as palavras

Palavras..tipo existencialismo, reflexão, vivência, auto análise..
Palavras fortes que as vezes não cabem dentro da gente mas que passam a rodar a nossa volta num constante e insistente eco.
Como o vento da noite, voce sente o som e se arrepia...ele está ali com a força incontrolável da sua natureza.
Não se pode evitar e nem deixar de escutar, nem ao menos deixar de sentir... e tudo começa a tomar forma, idéias, destinos....deixar acontecer...
Quem pode lutar contra isso?
O vento que limpa as nuvens, que espalha as folhas, que machuca as flores, esse vento que se faz presente.
Quem pode evitar que ele cumpra a sua função...
Mesmo que ele traga um lindo dia de sol..é o mesmo que transformou tudo....
Palavras...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

..."Permita que sua solidão seja bem aproveitada, que ela não seja inútil. Não a cultive como uma doença, e sim como uma circunstância. Em vez de tentar expulsá-la, habite-a com espiritualidade, estética, memória, inspiração, percepções.
Não será menos solidão, apenas uma solidão povoada. Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão, escreveu Baudelaine..."

Razão e Emoção

Apago o que escrevi em relação a emoção e razão...por hora..
O que importa????
A razão me leva..onde mesmo??? ( quiçá..a sala, a TV , a bebida , o cigarro...)
A emoção me leva a momentos instantâneos(ou infinitos) de prazer...
Nos versos do poeta, a dor se perpetua porque há a emoção, a verdade crua e quase fatal da sua sobrevivência.
E choram os poetas também seus amores interrompidos, mal compreendidos, mal amados...
Choram a emoção que no amanhã será então a razão...
Poetas da noite, sobreviventes do dia.
Uma vida, um ciclo.
Poetas..thank god!!!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Love, love, love...

Ich liebe dich...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Ahhh Caio..

“Resta esta história que conto, você ainda está me ouvindo? Anotações soltas sobre a mesa, cinzeiros cheios, copos vazios e este guardanapo de papel onde anotei frases aparentemente sábias sobre o amor e Deus, com uma frase que tenho medo de decifrar e talvez, afinal, diga apenas qualquer coisa simples feito: nada disso existe.
Nada, nada disso existe.
Então quase vomito e choro e sangro quando penso assim. Mas respiro fundo esfrego as palmas das mãos, gero energia em mim. Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões como o cheiro das ervas ou reflexos esverdeados de escamas pelo apartamento e, ao encontrá-los, mesmo apenas na mente, tornar-me então outra vez capaz de afirmar, como num vício inofensivo: tenho um dragão que mora comigo. E, desse jeito, começar uma nova história que, desta vez sim, seria totalmente verdadeira, mesmo sendo completamente mentira. Fico cansado do amor que sinto, e num enorme esforço que aos poucos se transforma numa espécie de modesta alegria, tarde da noite, sozinho neste apartamento no meio de uma cidade escassa de dragões, repito e repito este meu confuso aprendizado para a criança-eu-mesmo sentada aflita e com frio nos joelhos do sereno velho-eu-mesmo:
- Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce.
Não, isso também não é verdade.”
Caio F.
" Há quanto tempo me fecho a chave dentro de mim"

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Enquanto dormia...

Muitas histórias estavam sendo criadas..pensamentos dispersos em fumaças, olhares perdidos...
Imagens gravadas em um espaço restrito.
Desabafos sobre tempos não muito distantes, do dia, da noite, do abraço que não teve , da palavra não dada, do livro que li, da comida que saboreei, das conversas casuais, dos estudos, das promessas, dos mistérios, das raivas, das frustrações, dos planos perfeito e imperfeitos...
Enquanto dormia o tempo passava, a fome, a dor , a solidão do momento, uma voz sussurava...
O tempo passava em fragmentos pequenos..instantes infinitos sem retorno..
Enquanto voce dormia...a vida passava...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Babalon

Estudos apenas...

A absolvição do Diabo

"Lúcifer saiu do céu.
Foi expulso por Deus e foi o próprio quem espalhou a notícia. Ele foi obrigado a criar um mundo para poder viver. E pôs mais calor para espantar o frio que a solidão lhe causava.
Por culpa da solidão, conheceu a música e o trago. Por não suportar ficar sozinho, se fantasiou de humano e amou as mulheres da taberna com tanto amor que elas gritavam de paixão. Se apaixonou e escreveu poesias. Leu seus versos em rodas dos bêbados e aprendeu a jogar e a se vestir. Depois falou sobre um mundo diferente e ganhou adeptos.
Mas a superfície do planeta e os céus pertenciam a Deus, o dono do universo, e Lúcifer teve que cavar seu reino nas profundezas da terra. Feito tudo isso, dormiu. Deus soube do fato e decretou que o trago, a música , a dança, o calor que faz tirar a roupa são frutos do pecado. E ralhou com o mundo através da peste, da guerra, do frio e do esquecimento. Quando Lúcifer abriu os olhos, a notícia que ele era o Diabo havia corrido e teve que beber mais, amar mais, se divertir mais, dançar e cantar mais para poder suportar a própria solidão."

Gabriel Moojen. "Histórias Tatuadas"

sábado, 3 de novembro de 2007

Apelidos

Hoje me dei conta de como chamamos as pessoas com apelidos, as que gostamos ou amamos: de amor, amore..enfim..
Todos ganhamos apelidos em uma etapa das nossas vidas, porque sempre tem alguém pra isso..
Mesmo as chatas, os diferentes, os tímidos, os especiais, vai dizer???
Os conhecidos e caricaturados do tipo: gordo, negão, alemão, etc..
Mas tem aqueles especiais, dados em horas raras ou sentimentais, esses ficam mesmo que se percam nos anos, mas acabam sendo lembrados, há os que se perpetuem (casos raros).
E hoje lembrei de um que tive e ficou por muito tempo..até por que por situações adversas teve que ser esquecido, porém eu lembrei hoje o dia todo...
Lembrei com carinho ... por muito tempo me chamaram de "nani", senti saudades dele, foi com carinho e hoje ainda sinto a ternura que ele me transmite...Nani.
Coisas pra não esquecer...apelido

Nani


quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Devaneios matutinos...

(pra mim mesma)
7:30
Chove, pego o jornal pra ler e a caneca de café junto (básica). A Tv tá ligada , não vai chover todo tempo, etc etc...
Bom caminhar descalça..
Dou uma olhada nas notícias: São Paulo cinco vezes campeão, o grêmio na delegacia!?! kkkkkkk
Prorrogação da CPMF (empurra-empurra), lição de solidariedade na natureza..sim até o homem colocar a mão e o bicho morrer!?!
Olho pra caneca do café e penso: será q este leite está contaminado? Azar , agora foi...
Já contaminei minha mente mesmo com as notícias...mais uma dessas nem faz mal...
Aí penso no feriado, bom pra não fazer nada...isshhh me sinto culpada...tanta coisa acontecendo, problemas...sociais, economicos, crises ambientais...( e eu to no meio tb)...ai esse leite...já tá me contaminando..ok ok tem a feira do livro!!!! Claro que tem, tá chovendo..hsuahsuahuhsh...
Acho q vou tomar mais café..nhammm...livros, internet, preguiça, conversas filosóficas, feriado...
ahhh e muito leite contaminado...( até rimou).
(q só eu leia..)