domingo, 23 de dezembro de 2007

Again...

Em meio a pessoas, bebidas, comidas e sons...
Perdida em pensamentos
Ouço seus sentimentos...
Durmo em frente a imagens sem nexo que vejo
Buzinas que tocam
Vozes gritando
Risadas...
Entre a fumaça respiro
Entre palavras suspiro
Acordo na neblina
De mais um dia insano
Então eu vivo em atos profanos
Mais um dia...
Eu vivo
Apenas vivo...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Já foi sei que não me esqueceu
Aquela química entre você e eu
Já não te perco nunca mais
Se não te tenho aqui, quase tudo se desfaz
Só de ver você sorrir meu mundo fica em paz.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Trem das cores...

A franja na encosta
Cor de laranja
Capim rosa chá
O mel desses olhos luz
Mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A lua e a estrela
Anel de turquesa
Os átomos todos dançam
Madruga
Reluz neblina
Crianças cor de romã
Entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo
Ficando
Pra trás da manhã
E a seda azul do papel
Que envolve a maçã
As casas tão verde e rosa
Que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul
Quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Teu cabelo preto
Explícito objeto
Castanhos lábios
Ou pra ser exato
Lábios cor de açaí
E aqui, trem das cores
Sábios projetos:
Tocar na central
E o céu de um azul
Celeste celestial

Atrás daquelas palavras..

As chaves, as respostas ou sentidos muitas vezes estão atrás das palavras que escrevemos e não relemos.
As vezes você conhece mais o escritor do que ele mesmo...
Quando ele escreve preocupa-se com o sentido, com a rima, com as cores...o leitor lê com o sentimento.
Ali certamente estão as chaves - os pedaços sentidos, extraídos do "ser" escritor.
Por isso cabe a nós leitores respeitá-los em seus tempos, seus arroubos, suas confusões...ali atrás daquelas palavras está mesmo o seu coração.
Acredite.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Olhos doidos

Silêncio forte que cala a gente...
Silêncio significando mais que palavras...
Sinto-me presa ao seu aconchego, aceito o isolamento como forma de preservação.
Estou na concha, observando o tempo passar, as cenas rodarem com seus protagonistas rotineiros...filmes de todos os gêneros.
Observo os vazios, os encantos, os descasos, as mediocridades...(eu tenho os olhos doidos).
-Tédio-
Espero uma mudança, um sinal de vida "atraente", só saio daqui se valer a pena, sem luta.
Me acomodo e durmo, esperando...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

CLICK

Li hoje um dos melhores textos da minha vida...Sem exageros.
Não estavam contidas palavras de amor, paixão, desejos impossíveis, sonhos ou coisas assim. Continham palavras verdadeiras de uma sinceridade dolorosamente profunda.
Perfeito.
Perfeito saber que podemos em poucas palavras e nem por isso menos intensas nos identificarmos com seres verdadeiramente autênticos.
Sabe quando você lê e bate aquele " é isso!!!" ? Então, não vou dizer que sou igual ao autor, longe disso e também não quero roubar suas teorias no entanto ali estavam inseridos sentimentos que até então não identificava-os em mim...mas estavam lá..estavam sim.
Vazio é uma coisa chatérrima e a gente sabe o esforço que se faz para preênche-lo e nesse caminho muitas vezes usamos e literalmente usamos o que de mais forte passa por nós, o que estiver pulsando por perto ou o que vemos nos rostos , nas ruas , na vida...mesmo que por um curto período. Não vou continuar analisar em minha simples maneira, não é minha idéia nem pretensão mas apenas registrar aqui pra mim que esse "click" me tocou muito e que esta me dando a sensação de conforto, identificação e auto-conhecimento.
Estou refletindo sobre ele e creia-me foi o melhor texto que poderia ler nos últimos tempos.
O cara é foda mesmo..

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Sinais


Tirada hoje.

Entre finais e começos..

Eu não gosto de falar de finais, gosto de falar de começos, finais são sempre iguais, términos de algo que sobreviveu a um período, que um dia teve espaço, conteúdo e sentido...
Começo é algo que se anseia, se espera, deixa uma expectativa de futuro.
Falar de começos é viver um inesperado, um cheiro novo, um gosto novo, uma vida nova.
O fim é sempre o fim, acaba..mesmo que nos deixe a verdadeira sensação do real.
Não penso nos finais..apenas os sinto muito forte mas sei que vão embora e transformam-se em pedaços de um grande contexto.
Começos são necessários, são precisos... eles mantem a roda da vida em funcionamento, afastam o tédio, afastam a idéia de que depois do fim não existe nada.
Tema banal eu sei mas escrito parece prático e resolvido.
E afinal isso aqui é uma CATARSE mesmo..

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Uma pequena teoria

As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim,
mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de
uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividades, faço questão de notá-los.

"Quando a morte conta uma história,
você deve parar para ler."

A menina que roubava livros