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E eu que falava em ressaca...que egoísmo pensar assim.Não pensei no que o outro estava sentindo, quem sabe uma ilusão de encontrar algo especial (ou não) e eu fazendo do momento um ato banal...Vazia era eu...o meu pensar de que não havia tirado um instante de sabedoria.Nem tudo vem das estrelas, nem tudo vem embrulhado em papel de presente.O meu descaso ao brincar com um sentimento talvez puro, custe uma desilusão irreparável...que um dia já passei por estar com um outro alguém que talvez pensasse como eu hoje.Só pensei na minha "ressaca moral", hoje se tornou ridícula.Que tipo de pessoa pensa que os melhores momentos tenham que vir em luzes multicoloridas com neons e músicas?!?!?!?!Desço do pedestal...
Ressaca...Ressaca moral, pelo menos da bebida sei os efeitos, mas do contato físico é novidade...Vc bebe pra sair do seu "normal' ou por prazer de beber ou por estar bem tb...aí no outro dia vc paga pelo efeito que a euforia te causou...mas é a moral?O vazio que ela te deixa...aquele pensamento de que se não tivesse acontecido seria melhor...a coisa tipo: mais um sem sentido...nossa...é foda.A bebida passa...e o que vc passou com outra pessoa tb????Uma auto destruição..ou um pensamento de que nada mais te completa, nem estar com alguém eventualmente...sei lá...É um vazio frustrante...Mais um pra coleção...dos sem sentido...Sigo novamente.Que ressaca...
Eu não abro minha alma há dias.Por onde anda?Eu vejo.Eu leio, apenas.Vejo daqui minhas luzes coloridas, meus dias de riso e falas com meus anjos(ou demônios).Sinto falta deles, sinto à distancia crescente.Sinto a falta dos aconchegos da hora.São dias intensos...Caminhos longos, escuros...caminhos...Eu vou, tinha que ser.Vou porque quero alimentar meu corpo.Vou e volto...pra te ver, sempre, pelo menos daqui, a tua luz e a tua cor...Eu sempre volto.
Tem um mundo dentro de mim que quanto mais exploro mais me perco nele.
Os significados cada dia me afastam mais do lado de "fora".
Não penso em voltar, tenho medo deste sentimento que cresce e me isola.
Como posso acreditar em atos puros?
Não os vejo, nem sinto.
Interpreto palavras, caço sentimentos. Construo um muro. Impenetrável.
Uma realidade crescente de ser um ser só, inabalável e muito distante.
Fogem-me agora também as palavras...