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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Reconstituindo ou Era uma vez...
Como um sonho...não eram visões mas sentimentos variados.
A euforia com a tristeza...o desejo com a decepção...a traição e a dor da perda.
Não eram sonhos mais era um outro tempo...um outro tempo bem distante com gosto de..." Era uma vez..."
Em um lugar tão distante que a vida se perdia aos outros costumes.
Era uma época de anjos...
Anjos com a doce missão de melhorar esse mundo...
Uma poesia morta mesmo antes de ter sido lida.
E derrotada por vaidades, pela cobiça, pelo humano prazer de destruir.
Eu vivi.
Eu morri.
Eu renasci muitas vezes.
E em todas elas eu sofri em busca da paz.
Da paz que ajudei a destruir.
Do amor que nunca terminei.
Do meu sangue.
Dos anjos...
Era uma vez...mais uma vez...
Ana Sariel
terça-feira, 3 de novembro de 2009
SE
É um conjunto de Se's.
Se eu fizesse diferente...
Se eu não pensasse no cara da fila.
Se eu não precisasse trabalhar.
Se eu fosse "normal", ai o normal fica por conta do usual.
Se eu não lesse os blogs dos amigos.
Se eu seguisse uma rotina.
Se eu usasse as ultimas tendências da moda.
Se eu olhasse as novelas.
Se eu estivesse casada...ainda.
Se eu não me tatuasse.
Se eu não usasse piercing.
Se eu não bebesse por prazer.
Se eu não tivesse que treinar pra tentar manter a forma.
Se...tantos mais...
"....Mas o futuro é a nuvem de infinitas possibilidades que se apresenta diante de você ..."
e "Se" eu não tivesse lido isso hoje?
Se eu fizesse diferente...
Se eu não pensasse no cara da fila.
Se eu não precisasse trabalhar.
Se eu fosse "normal", ai o normal fica por conta do usual.
Se eu não lesse os blogs dos amigos.
Se eu seguisse uma rotina.
Se eu usasse as ultimas tendências da moda.
Se eu olhasse as novelas.
Se eu estivesse casada...ainda.
Se eu não me tatuasse.
Se eu não usasse piercing.
Se eu não bebesse por prazer.
Se eu não tivesse que treinar pra tentar manter a forma.
Se...tantos mais...
"....Mas o futuro é a nuvem de infinitas possibilidades que se apresenta diante de você ..."
e "Se" eu não tivesse lido isso hoje?
sábado, 22 de agosto de 2009
Cinco dias
Cinco dias.
Cinco dias de cama.
Cinco dias doente.
Cinco dias que penso: é ou não é a gripe suína.
Que inferno, se é uma gripe comum eu poderia já ter me recuperado, mas como o médico falou eu tenho que piorar pra ver se realmente é a tal peste. Eu não piorei, nem melhorei. To aqui de certa forma me sentindo em um chiqueiro...
Em cinco dias me revoltei com a saúde, com a política, com a educação.
Em cinco dias eu fiquei por dentro das novelas, dos programas fixos e tele jornais.
Em cinco dias eu fiz muitas análises da minha vida, fiz meu enterro e até chorei nele,aliás chorei muito nesses dias, chorei por tudo, pela novela,pelo desenho pela sessão da tarde, nossa!
Em cinco dias li os blogs que gosto, entrei no Twitter, no Myspace,no Orkut, no Fotolog e Facebook, sim eu tenho tudo isso, sem contar os meus humildes blogs esquecidos até por mim.
Aparece tempo pra tudo quando vc esta doente...entre febre e descanço vc sempre quer entrar na janelinha pro mundo pra vc sentir que não esta só e não perder o que te interessa...
Cinco dias é quase uma eternidade.
Mas o mundo não foi feito em sete dias???
Lá vou eu dando uma de Fênix de novo...to perdendo a conta..
Cinco dias de cama.
Cinco dias doente.
Cinco dias que penso: é ou não é a gripe suína.
Que inferno, se é uma gripe comum eu poderia já ter me recuperado, mas como o médico falou eu tenho que piorar pra ver se realmente é a tal peste. Eu não piorei, nem melhorei. To aqui de certa forma me sentindo em um chiqueiro...
Em cinco dias me revoltei com a saúde, com a política, com a educação.
Em cinco dias eu fiquei por dentro das novelas, dos programas fixos e tele jornais.
Em cinco dias eu fiz muitas análises da minha vida, fiz meu enterro e até chorei nele,aliás chorei muito nesses dias, chorei por tudo, pela novela,pelo desenho pela sessão da tarde, nossa!
Em cinco dias li os blogs que gosto, entrei no Twitter, no Myspace,no Orkut, no Fotolog e Facebook, sim eu tenho tudo isso, sem contar os meus humildes blogs esquecidos até por mim.
Aparece tempo pra tudo quando vc esta doente...entre febre e descanço vc sempre quer entrar na janelinha pro mundo pra vc sentir que não esta só e não perder o que te interessa...
Cinco dias é quase uma eternidade.
Mas o mundo não foi feito em sete dias???
Lá vou eu dando uma de Fênix de novo...to perdendo a conta..
sábado, 4 de julho de 2009
Chego a ter vontade de rir.
Eu queria escrever hoje, senti uma certa nostalgia. Mas sentei aqui e comecei a pensar em todos os temas possíveis, eu que já escrevi muito sobre amor, desilusão, amizades, conflitos e muito bla bla bla...ahhh algumas tentativas de poesias, nossa...perdoem-me os poetas.
Eu não tenho um tema. Não tenho mesmo. Ando tanto sem inspiração que até parece que a leitura não existe mais na minha vida, não existem cronicas, livros, poemas, assuntos interessantes que inspire um parágrafo qualquer...poderia dizer...desisto...mas até isso eu já fiz algumas vezes e não é mais novidade...nem pra mim.
Não..sem pena, não sou uma pobre pessoa desiludida pela vida...sou mais uma pessoa em tempos reais, de informações truncadas, de ambientes confusos e relacionamento instáveis...o normal de hoje, apenas isso.
Quase penso que uma pandemia seria uma motivação...quase, nem tanto assim, ainda penso no futuro do meu filho...mas...bem, enfim, faltam-me palavras, ou idéias.
Eu até queria escrever hoje...mas acho que beber quietinha será melhor...
Prosit!
Eu queria escrever hoje, senti uma certa nostalgia. Mas sentei aqui e comecei a pensar em todos os temas possíveis, eu que já escrevi muito sobre amor, desilusão, amizades, conflitos e muito bla bla bla...ahhh algumas tentativas de poesias, nossa...perdoem-me os poetas.
Eu não tenho um tema. Não tenho mesmo. Ando tanto sem inspiração que até parece que a leitura não existe mais na minha vida, não existem cronicas, livros, poemas, assuntos interessantes que inspire um parágrafo qualquer...poderia dizer...desisto...mas até isso eu já fiz algumas vezes e não é mais novidade...nem pra mim.
Não..sem pena, não sou uma pobre pessoa desiludida pela vida...sou mais uma pessoa em tempos reais, de informações truncadas, de ambientes confusos e relacionamento instáveis...o normal de hoje, apenas isso.
Quase penso que uma pandemia seria uma motivação...quase, nem tanto assim, ainda penso no futuro do meu filho...mas...bem, enfim, faltam-me palavras, ou idéias.
Eu até queria escrever hoje...mas acho que beber quietinha será melhor...
Prosit!
terça-feira, 30 de junho de 2009
A volta
Eu caminhei entre as sombras daquelas árvores tão frescas, tão cheias de vida...senti o cheiro de cada momento passado, ví quando suas cores mudavam, cores do verão, do outono, do inverno.
Eu estava ali a cada mudança, observando apenas, uma espectadora do tempo. Ri, chorei, aprendi, amei, briguei...fiz tanto em tão pouco tempo que pareceu uma eternidade.
Gravei as cenas vividas em pedacinhos de sonos...em horas na madrugada...entre os intervalos do relógio...nos silencios escuros....quase fazendo parte do cenário inacabado.
E...quase esquecida...voltei, como respirando do afogamento, como último sopro de vida...que não termina, que insiste...em viver,
Eternamente...
Eu estava ali a cada mudança, observando apenas, uma espectadora do tempo. Ri, chorei, aprendi, amei, briguei...fiz tanto em tão pouco tempo que pareceu uma eternidade.
Gravei as cenas vividas em pedacinhos de sonos...em horas na madrugada...entre os intervalos do relógio...nos silencios escuros....quase fazendo parte do cenário inacabado.
E...quase esquecida...voltei, como respirando do afogamento, como último sopro de vida...que não termina, que insiste...em viver,
Eternamente...
quinta-feira, 5 de março de 2009
Espelhos
Não olhar para trás é uma coisa impossível.
Rever alguns passos faz parte da base e da continuação.
Uma tragetória é formada de muitos passos, ora seguros ora vacilantes...Enfim um contexto de complexidades extremas.
Vi e revi minhas vidas...
Nos momentos de profunda nostalgia descobri sorrisos , falas e incentivos.
Nas tristezas, lágrimas sentidas, vivídas em sua maior intensidade.
No êxtase, prazeres puros cobertos de intensidade proíbida...
No amor, respeito a individualidade como base.
No conhecimento, a curiosidade crescente do significado da existencia.
Um tempo que não volta. Não importa...porque o que mais significa é que me faz ver o que sou e por onde vou.
Sem mais nostalgias, gosto do que esta agora.
Estar aqui e ser o que sou é a melhor forma de continuidade.
Passos firmes agora.
Eu
Rever alguns passos faz parte da base e da continuação.
Uma tragetória é formada de muitos passos, ora seguros ora vacilantes...Enfim um contexto de complexidades extremas.
Vi e revi minhas vidas...
Nos momentos de profunda nostalgia descobri sorrisos , falas e incentivos.
Nas tristezas, lágrimas sentidas, vivídas em sua maior intensidade.
No êxtase, prazeres puros cobertos de intensidade proíbida...
No amor, respeito a individualidade como base.
No conhecimento, a curiosidade crescente do significado da existencia.
Um tempo que não volta. Não importa...porque o que mais significa é que me faz ver o que sou e por onde vou.
Sem mais nostalgias, gosto do que esta agora.
Estar aqui e ser o que sou é a melhor forma de continuidade.
Passos firmes agora.
Eu
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Tia como escreve Dálete?
E eu sei???????? Claro...tinha que pesquisar, afinal minha curiosidade sempre aflora nessa hora...
Então baseado nessa pergunta simples acabei filosofando um pouco sobre o assunto.
Dáletes como se diz...e escreve-se Dálit.
Os “sem-casta”Os dalits, ou intocáveis, são párias: aqueles que não têm casta, a poeira sob os pés de Brahma. Eles realizam os trabalhos considerados impuros para as outras castas, como a limpeza de excrementos, a lida com os cadáveres. Os dalits não podem beber água na mesma corrente dos demais, não lhes é permitido entrar nos templos, nem mesmo tocar, com seu corpo ou com sua sombra, um indivíduo pertencente a qualquer casta...
Nossa...
Gandhi em sua admirável sabedoria lutou contra esse preconceito, aí entraremos no mérito das Castas e isso vai longe...
O fato é que transportei para nossa cultura e fiquei imaginando quem seriam os nossos Dálits...
Quem nunca se sentiu excluído de alguma forma de uma tribo(casta)...contrariando conceitos, misturando teorias...
Somos muitos...
Ahhh Carol...se vc soubesse o significado de sua pergunta...
E eu sei???????? Claro...tinha que pesquisar, afinal minha curiosidade sempre aflora nessa hora...
Então baseado nessa pergunta simples acabei filosofando um pouco sobre o assunto.
Dáletes como se diz...e escreve-se Dálit.
Os “sem-casta”Os dalits, ou intocáveis, são párias: aqueles que não têm casta, a poeira sob os pés de Brahma. Eles realizam os trabalhos considerados impuros para as outras castas, como a limpeza de excrementos, a lida com os cadáveres. Os dalits não podem beber água na mesma corrente dos demais, não lhes é permitido entrar nos templos, nem mesmo tocar, com seu corpo ou com sua sombra, um indivíduo pertencente a qualquer casta...
Nossa...
Gandhi em sua admirável sabedoria lutou contra esse preconceito, aí entraremos no mérito das Castas e isso vai longe...
O fato é que transportei para nossa cultura e fiquei imaginando quem seriam os nossos Dálits...
Quem nunca se sentiu excluído de alguma forma de uma tribo(casta)...contrariando conceitos, misturando teorias...
Somos muitos...
Ahhh Carol...se vc soubesse o significado de sua pergunta...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
By
Hoje eu quero sair só...
E por onde eu passar
Serei apenas olhos e ouvidos
As palavras vou guardar pra mim.
Não demora eu to de volta.
E por onde eu passar
Serei apenas olhos e ouvidos
As palavras vou guardar pra mim.
Não demora eu to de volta.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Pequenas doses
A distância é um erro, repetida em várias formas e me dói em quase todas elas.
Por mais que minha confusa imaginação me transporte para junto é ainda assim inatingível.
É como olhar através de um vidro frio sem poder tocar, sem poder sentir...
Eu olho muitas vezes e choro, quase em segredo, o que não posso sentir na pele...o calor do contato.
Vagando eu me vejo em lapsos de tempo imersa em desejos que não posso refrear.
Desejos de possuir um momento só que seja de uma vida compartilhada em noites de insônia, consumidas de vontades e curiosidades...
Tento afastar o crescente tédio que consome o ar morno dos dias febris.
E são muitas as tentivas sem sucesso, são ilusões que se desfazem com o dia.
Não há o que substitua a vontade de atingir o secreto desejo que eu guardo...até de mim...
Isso me dói.
Definitivamente me consome um pouco a cada dia.
Me alimento de gestos então, sinais difusos que para mim são pequenas esperanças de que tudo isso enfim...não seja em vão...
Por mais que minha confusa imaginação me transporte para junto é ainda assim inatingível.
É como olhar através de um vidro frio sem poder tocar, sem poder sentir...
Eu olho muitas vezes e choro, quase em segredo, o que não posso sentir na pele...o calor do contato.
Vagando eu me vejo em lapsos de tempo imersa em desejos que não posso refrear.
Desejos de possuir um momento só que seja de uma vida compartilhada em noites de insônia, consumidas de vontades e curiosidades...
Tento afastar o crescente tédio que consome o ar morno dos dias febris.
E são muitas as tentivas sem sucesso, são ilusões que se desfazem com o dia.
Não há o que substitua a vontade de atingir o secreto desejo que eu guardo...até de mim...
Isso me dói.
Definitivamente me consome um pouco a cada dia.
Me alimento de gestos então, sinais difusos que para mim são pequenas esperanças de que tudo isso enfim...não seja em vão...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Bata antes de entrar...
Ahh esse complexo reflexivo de pensamentos existenciais que te deixa sem respirar o mesmo ar comum.
Não basta acordar e viver simplesmente, a não ser, que se sofra por um egoísmo de palavras cuspidas de senso comum.
No limite do espaço liberdade (?), a interferencia não permitida que insiste em se fazer valer.
Eu que não pedi nada, ganho como que um premio especial por me tornar tão singular.
Singular a navegar por espaços tão pequenos comprimidos em quadrados simétricos banais.
Eu que não me sufoco em mares revoltos onde aprendi a sobreviver ...me debato em lagos falsamente espelhados e me afundo em areias macias.
Não é destino, porque nem mesmo estava escrito nas questões de múltipla escolha.
Coisa mais banal é a atitude dos que tem a vida escrita em rótulos espalhados nas esquinas.
Eu que valorizo apenas o olhar sereno de quem fita o mar, a lágrima na música que toca o mais vital dos órgãos, o toque das mãos que se unem suavemente.
Nada mais pode ter tamanho significado se interferir no seu universo.
Como pode ser tão difícil olhar com a alma?
Não basta acordar e viver simplesmente, a não ser, que se sofra por um egoísmo de palavras cuspidas de senso comum.
No limite do espaço liberdade (?), a interferencia não permitida que insiste em se fazer valer.
Eu que não pedi nada, ganho como que um premio especial por me tornar tão singular.
Singular a navegar por espaços tão pequenos comprimidos em quadrados simétricos banais.
Eu que não me sufoco em mares revoltos onde aprendi a sobreviver ...me debato em lagos falsamente espelhados e me afundo em areias macias.
Não é destino, porque nem mesmo estava escrito nas questões de múltipla escolha.
Coisa mais banal é a atitude dos que tem a vida escrita em rótulos espalhados nas esquinas.
Eu que valorizo apenas o olhar sereno de quem fita o mar, a lágrima na música que toca o mais vital dos órgãos, o toque das mãos que se unem suavemente.
Nada mais pode ter tamanho significado se interferir no seu universo.
Como pode ser tão difícil olhar com a alma?
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