Ahh esse complexo reflexivo de pensamentos existenciais que te deixa sem respirar o mesmo ar comum.
Não basta acordar e viver simplesmente, a não ser, que se sofra por um egoísmo de palavras cuspidas de senso comum.
No limite do espaço liberdade (?), a interferencia não permitida que insiste em se fazer valer.
Eu que não pedi nada, ganho como que um premio especial por me tornar tão singular.
Singular a navegar por espaços tão pequenos comprimidos em quadrados simétricos banais.
Eu que não me sufoco em mares revoltos onde aprendi a sobreviver ...me debato em lagos falsamente espelhados e me afundo em areias macias.
Não é destino, porque nem mesmo estava escrito nas questões de múltipla escolha.
Coisa mais banal é a atitude dos que tem a vida escrita em rótulos espalhados nas esquinas.
Eu que valorizo apenas o olhar sereno de quem fita o mar, a lágrima na música que toca o mais vital dos órgãos, o toque das mãos que se unem suavemente.
Nada mais pode ter tamanho significado se interferir no seu universo.
Como pode ser tão difícil olhar com a alma?
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