A distância é um erro, repetida em várias formas e me dói em quase todas elas.
Por mais que minha confusa imaginação me transporte para junto é ainda assim inatingível.
É como olhar através de um vidro frio sem poder tocar, sem poder sentir...
Eu olho muitas vezes e choro, quase em segredo, o que não posso sentir na pele...o calor do contato.
Vagando eu me vejo em lapsos de tempo imersa em desejos que não posso refrear.
Desejos de possuir um momento só que seja de uma vida compartilhada em noites de insônia, consumidas de vontades e curiosidades...
Tento afastar o crescente tédio que consome o ar morno dos dias febris.
E são muitas as tentivas sem sucesso, são ilusões que se desfazem com o dia.
Não há o que substitua a vontade de atingir o secreto desejo que eu guardo...até de mim...
Isso me dói.
Definitivamente me consome um pouco a cada dia.
Me alimento de gestos então, sinais difusos que para mim são pequenas esperanças de que tudo isso enfim...não seja em vão...
-

Nenhum comentário:
Postar um comentário